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RACISMO NO PLANETA DOS TERRĂQUEOS (ABsurso n. 4)
10:54:00Rosemary Muniz Moreira
Brancos, brancos, brancos...
negros, negros, negros!
Teria sido diferente a origem de cada um?
Quem sabe provindos de galĂĄxias diversas?
Um milhĂŁo de pontos de pergunta
formam a plataforma insondåvel das razÔes divididas.
No planeta dos terrĂĄqueos a imaginação transcendente a realidade compreensĂvel...
apesar de abertos aos navegadores todos os mares,
apesar de ilimitado o espaço sideral às astronaves espaciais,
apesar de milhares e sem fim caminhos de vindas e levas
em que se transportam o peso do novo mundo,
apesar das avenidas onde transitam milhares de pés autÎmatos anÎnimos,
apesar de nunca se ter pensado de domo seria estranho e diferente
se nĂŁo existissem as borboletas, a chuva, o sol, o dia e a noite, (que Ă© tĂŁo necessĂĄrio o dia quanto a noite),
apesar do apogeu tecnolĂłgico, cientĂfico, aristocrĂĄtico,
apesar da vida e da morte,
dos nĂșmeros, das colunas, do sangue, da nudez, dos gemidos,
das mĂŁos, das paisagens, das lĂĄgrimas, das buscas,
dos brilhantes - safiras - ametistas -
apesar das pompas, dos banquetes, dos vinhos,
apesar das encruzilhadas, dos jatos, das pirĂąmides do Egito, dos telhados,
apesar dos loucos, dos que bebem desiludidos - desenganados - esquecidos - ludibriados
apesar da espera e brevidade,
das lutas, guerras, contrariedades, discussÔes,
apesar das conferĂȘncias de paz,
apesar do feito e o nĂŁo feito,
apesar da banana e da maçã,
apesar das mulheres, crianças e homens famintos,
apesar dos cabarés, dos milionårios,
apesar das capelas, frades, bispos, papas,
reis, impérios, naçÔes, governos,
apesar do trigo que cresce e mata a fome de
brancos... negros... brancos...
negros... brancos... negros!
Apesar da rosa, miosĂłtis, flor de lis,
apesar do lĂrio,
apesar de cada coisa ter o seu tom natural,
nunca eu pensei em pensar qual seria
a cor do vento,
a cor da dor,
a cor da paixĂŁo,
a cor do amor,
a cor do medo,
a cor... a cor da consciĂȘncia?!
negros, negros, negros!
Teria sido diferente a origem de cada um?
Quem sabe provindos de galĂĄxias diversas?
Um milhĂŁo de pontos de pergunta
formam a plataforma insondåvel das razÔes divididas.
No planeta dos terrĂĄqueos a imaginação transcendente a realidade compreensĂvel...
apesar de abertos aos navegadores todos os mares,
apesar de ilimitado o espaço sideral às astronaves espaciais,
apesar de milhares e sem fim caminhos de vindas e levas
em que se transportam o peso do novo mundo,
apesar das avenidas onde transitam milhares de pés autÎmatos anÎnimos,
apesar de nunca se ter pensado de domo seria estranho e diferente
se nĂŁo existissem as borboletas, a chuva, o sol, o dia e a noite, (que Ă© tĂŁo necessĂĄrio o dia quanto a noite),
apesar do apogeu tecnolĂłgico, cientĂfico, aristocrĂĄtico,
apesar da vida e da morte,
dos nĂșmeros, das colunas, do sangue, da nudez, dos gemidos,
das mĂŁos, das paisagens, das lĂĄgrimas, das buscas,
dos brilhantes - safiras - ametistas -
apesar das pompas, dos banquetes, dos vinhos,
apesar das encruzilhadas, dos jatos, das pirĂąmides do Egito, dos telhados,
apesar dos loucos, dos que bebem desiludidos - desenganados - esquecidos - ludibriados
apesar da espera e brevidade,
das lutas, guerras, contrariedades, discussÔes,
apesar das conferĂȘncias de paz,
apesar do feito e o nĂŁo feito,
apesar da banana e da maçã,
apesar das mulheres, crianças e homens famintos,
apesar dos cabarés, dos milionårios,
apesar das capelas, frades, bispos, papas,
reis, impérios, naçÔes, governos,
apesar do trigo que cresce e mata a fome de
brancos... negros... brancos...
negros... brancos... negros!
Apesar da rosa, miosĂłtis, flor de lis,
apesar do lĂrio,
apesar de cada coisa ter o seu tom natural,
nunca eu pensei em pensar qual seria
a cor do vento,
a cor da dor,
a cor da paixĂŁo,
a cor do amor,
a cor do medo,
a cor... a cor da consciĂȘncia?!
E tudo se define pela forma e aparĂȘncia exterior,
selecionam-se as cores para a apresentação no palco...
"No tabuleiro de xadrez o branco e o preto disputam seus lugares"!
No Planeta dos TerrĂĄqueos
serĂĄ que Deus tem cor?
Trecho da obra Mundo ABsurdo - ROSEMARY MUNIZ MOREIRA
