R
E
G
R
E
S
S
Ã
O
T
A
R
D
I
A
Z
zanga - zéfiro
zênite - zero
zumbi - zodÃaco
X
xácara - xá
xadrez - xaveco
xÃcara - xuxo
V
vaca - vácuo
vaia - veia
valsa - vela
valo - várzea
verso - verbo
vento - via
volto - voto
voz - voo
vulcão - vulto
U
uai - uaiô
uaiué - uaipi
uaiá - uaçari
uacataca - uacumã
uainumá - uarubé
T
tábua - tela
tênis - terça
terno - teoria
texto - til
todo - trigo
tropel - tubo
S
sábado - sal
segunda - sexta
signo - sÃncope
sÃncrise - sincretismo
sino - sÃntese
sÃstole - só
solo - sofisma
sombra - sonata
suspiro - sustenido
R
raça - rádio
rainha - rama
rato - rastro
rebu - regresso
répteis - reverso
ronco - rosa
rumo - rústico
Q
quadra - quadro
quadrado - quarta
quebra - queixume
quindim - quinta
quintal - quintil
P
pá - pacto
pacho - padre-nosso
pai - página
palavra - palco
palhaço - pântano
papa - pandorga
pálido - ponta
ponte - ponteiro
prosa - praga
psiu - pupila
puro - purpúreo
O
oba - objeto
obra - obtuso
óculo - oculto
olho - opção
operário - orbe
ordem - origem
ovo - oxigênio
N
nabo - nação
nariz - nascer
natureza - navalha
nave - navio
ninfa - ninho
nódoa - noite
norte - novo
número - nuvem
M
maçã - mãe
magia - malÃcia
maná - mão
mar - marcha
mês - mestre
mil - missa
moça - moeda
mortal - moral
motivo - mudez
mundo - mural
música - músico
L
lábio - labor
laca - ladeira
lápide - légua
leme - letra
livre - lição
lira - livro
lixa - lixo
lua - lugar
luta - luxo
luz - luziluzir
J
jato - janela
jangada - jardim
jejum - jogo
joio - jura
júri - justiça
jutairana - juventude
I
ideal - igreja
igual - ilha
ilusão - imã
imagem - imagismo
imbecil - Ãmpio
Ãnclito - indefeso
infâmia - intelecto
iniciação - injeção
instinto - Ãntegra
introdução - Ãris
irônico - isso
istmo - iva
H
hábil - habitação
haste - hélice
hemisfério - herdeiro
herói - hÃade
hialino - hidra
hierarquia - hipotenusa
hoje - honra
hora - horto
hóspede - humanidade
G
gabinete - gaivota
gala - galo
gangão - garantia
gelatina - gente
geometria - geso
giz - glória
golfo - goteira
gozo - graça
grana - grão
greve - gris
gruta - guarda
guerra - guizo
gude - gula
F
fábrica - faca
fácil - fala
falso - famÃlia
fantasia - fantoche
farol - fé
feijão - ferro
festa - fila
flácido - flor
flux - folha
formiga - frase
fruta - fulgor
furo - fusa
fuso - futebol
futuro - fuxico
fuzil - fuzuê
E
eclipse - eco
elefante - elo
embarque - encontro
enclÃtico - encosta
ensaio - ensejo
entojo - entrelaçar
envelope - enxerto
éolo - episódio
equação - erro
erva - escala
escudo - esfera
esfinge - esmo
espanto - espectro
espelho - esquema
essência - estatÃstica
estrada - evolução
exame - expressão
expresso - êxtase
êxule - exúvio
D
dado - dança
década - dedo
dentadura - desafio
descer - desengano
desenho - deserto
desleixo - desvio
déu - Deus
devagar - dever
dia - dÃnamo
direção - dÃvida
dor - dúvida
C
cabeça - cálculo
cão - casa
cela - ceia
cena - chuva
ciência - cimento
clareza - coda
corda - comédia
cone - conta
conto - conversão
cordão - corpo
cratera - crendice
crÃtica - crÃtico
crivo - cruz
curva - cuspe
custo - cúter
B
babaiaô - bailado
bala - balão
barraco - bigode
bloco - boi
bola - bomba
brado - brecha
brisa - bruxo
bússola - butuca
buzina - búzio
A
abelha - abertura
açoite - adágio
adeus - agora
água - alfa
altar - amarelo
amor - animal
ano - apelo
ápice - apocalipse
apóstrofe - ar
aritmética - arremate
arrepio - arsenal
arte - árvore
assombro - atrito
aurora - ave
avião - azul
( a origem de todas as coisas ) !
Há nessa regressão tardia
a esperança que estremece
a absurdez e insensatez
blocos de concreto a esmagar
raÃzes dissecadas e os raios de sol,
que agonizam
em sonhos de paz
e salvação !!!
E
G
R
E
S
S
Ã
O
T
A
R
D
I
A
Z
zanga - zéfiro
zênite - zero
zumbi - zodÃaco
X
xácara - xá
xadrez - xaveco
xÃcara - xuxo
V
vaca - vácuo
vaia - veia
valsa - vela
valo - várzea
verso - verbo
vento - via
volto - voto
voz - voo
vulcão - vulto
U
uai - uaiô
uaiué - uaipi
uaiá - uaçari
uacataca - uacumã
uainumá - uarubé
T
tábua - tela
tênis - terça
terno - teoria
texto - til
todo - trigo
tropel - tubo
S
sábado - sal
segunda - sexta
signo - sÃncope
sÃncrise - sincretismo
sino - sÃntese
sÃstole - só
solo - sofisma
sombra - sonata
suspiro - sustenido
R
raça - rádio
rainha - rama
rato - rastro
rebu - regresso
répteis - reverso
ronco - rosa
rumo - rústico
Q
quadra - quadro
quadrado - quarta
quebra - queixume
quindim - quinta
quintal - quintil
P
pá - pacto
pacho - padre-nosso
pai - página
palavra - palco
palhaço - pântano
papa - pandorga
pálido - ponta
ponte - ponteiro
prosa - praga
psiu - pupila
puro - purpúreo
O
oba - objeto
obra - obtuso
óculo - oculto
olho - opção
operário - orbe
ordem - origem
ovo - oxigênio
N
nabo - nação
nariz - nascer
natureza - navalha
nave - navio
ninfa - ninho
nódoa - noite
norte - novo
número - nuvem
M
maçã - mãe
magia - malÃcia
maná - mão
mar - marcha
mês - mestre
mil - missa
moça - moeda
mortal - moral
motivo - mudez
mundo - mural
música - músico
L
lábio - labor
laca - ladeira
lápide - légua
leme - letra
livre - lição
lira - livro
lixa - lixo
lua - lugar
luta - luxo
luz - luziluzir
J
jato - janela
jangada - jardim
jejum - jogo
joio - jura
júri - justiça
jutairana - juventude
I
ideal - igreja
igual - ilha
ilusão - imã
imagem - imagismo
imbecil - Ãmpio
Ãnclito - indefeso
infâmia - intelecto
iniciação - injeção
instinto - Ãntegra
introdução - Ãris
irônico - isso
istmo - iva
H
hábil - habitação
haste - hélice
hemisfério - herdeiro
herói - hÃade
hialino - hidra
hierarquia - hipotenusa
hoje - honra
hora - horto
hóspede - humanidade
G
gabinete - gaivota
gala - galo
gangão - garantia
gelatina - gente
geometria - geso
giz - glória
golfo - goteira
gozo - graça
grana - grão
greve - gris
gruta - guarda
guerra - guizo
gude - gula
F
fábrica - faca
fácil - fala
falso - famÃlia
fantasia - fantoche
farol - fé
feijão - ferro
festa - fila
flácido - flor
flux - folha
formiga - frase
fruta - fulgor
furo - fusa
fuso - futebol
futuro - fuxico
fuzil - fuzuê
E
eclipse - eco
elefante - elo
embarque - encontro
enclÃtico - encosta
ensaio - ensejo
entojo - entrelaçar
envelope - enxerto
éolo - episódio
equação - erro
erva - escala
escudo - esfera
esfinge - esmo
espanto - espectro
espelho - esquema
essência - estatÃstica
estrada - evolução
exame - expressão
expresso - êxtase
êxule - exúvio
D
dado - dança
década - dedo
dentadura - desafio
descer - desengano
desenho - deserto
desleixo - desvio
déu - Deus
devagar - dever
dia - dÃnamo
direção - dÃvida
dor - dúvida
C
cabeça - cálculo
cão - casa
cela - ceia
cena - chuva
ciência - cimento
clareza - coda
corda - comédia
cone - conta
conto - conversão
cordão - corpo
cratera - crendice
crÃtica - crÃtico
crivo - cruz
curva - cuspe
custo - cúter
B
babaiaô - bailado
bala - balão
barraco - bigode
bloco - boi
bola - bomba
brado - brecha
brisa - bruxo
bússola - butuca
buzina - búzio
A
abelha - abertura
açoite - adágio
adeus - agora
água - alfa
altar - amarelo
amor - animal
ano - apelo
ápice - apocalipse
apóstrofe - ar
aritmética - arremate
arrepio - arsenal
arte - árvore
assombro - atrito
aurora - ave
avião - azul
( a origem de todas as coisas ) !
Há nessa regressão tardia
a esperança que estremece
a absurdez e insensatez
blocos de concreto a esmagar
raÃzes dissecadas e os raios de sol,
que agonizam
em sonhos de paz
e salvação !!!
![]() |
| Fonte da imagem: leiliane |
absurdo
amor
esperança
CONTRADIÇÕES E EXTRADIÇÕES E CONTRAPOSIÇÕES (ABsurdo n. 13)
09:59:00Rosemary Muniz Moreira
Gente que vem
gente que vai
gente que entra
gente que sai !
Na rua do dia a dia
porta da madrugada
beco sem luz, sem água,
alguém tropeça - cai.
Um outro acode e ordena
"Homem - levanta e segue"!
- a esperança ainda é criança
se chove hoje
talvez amanhã
brilhe o sol!
Dentre tantos senões
continua o carnaval
da folia em vendaval
no desfile absurdo
absoluto e obsoleto...
"e gente que grita
PAZ e AMOR
enquanto persiste na guerra de vÃcios;
e gente que corre
pra salvar uma vida
na violência e estupidez da máquina;
e gente que lava
as mãos e a face
mas se o lixo está na consciência?!
gente que ajuda irmãos desolados
e por outro lado até os parentes;
gente que se parece
qual fantoche
e na verdade é como serpente
gente que mente
pra num segundo a mentira ser
a forma da exaltação própria.
Dentre o ralentando
falsos pregoeiros
da paz - amor
da PAZ, do AMOR, do BEM
(desse bem que ninguém mais tem
pra entregar pra outro alguém
no mundo absurdo
absoluto e obsoleto
que poe detrás dos camarins,
trapaceiros vilões
negociam pregões
por poucos tostões !
Extra - extra - extra
no labirinto das mentiras
a falsa paz reside
sobre o mundo suplicante da verdade inédita.
Porém
onde está a verdade?
qual é o seu número?
qual é a sua cor?
grau - valor - identidade?
e...
que é da pureza?
que é do amor?
que é da ave?
que é da beleza?
que é da flor?
e...
que é da infância?
que é do amigo?
que é da alegria?
que é da lágrima do palhaço?
fantasiado de euforia?
e...
que é do branco virgem?
que é do azul do céu?
que é do encanto?
que é do encontro?
que é da manhã?
que é do rouxinol?
e...
que é do jardim?
que é da quimera?
que e do lÃrio?
que é do bosque?
que é do bosque?
que é do sonho?
de PAZ?
(tanto peixe no mar e gaivotas sobre as ondas...
pescador sem nome via, o sereno lento desce,
a paixão cresce na madrugada nua,
sob a lua
de prata!)
As lágrimas pingam
da máscara que ri, nostálgica,
entre confetes, coloridas serpentinas,
gritos rebeldes de euforia
no mundo absurdo
absoluto e obsoleto.
Tanta saudade
no horizonte da velhice
de mãos dadas assiste
a magia do crepúsculo...
...................................
quantas verdade em
paisagens, cenas breves,
em mesmo instante surpreende-nos
o "Know-how" da comunicação modernista...
(um pandorga é o ensaio curto, inobjetivo
e massacrado de uma criança que já não pode
suster o peso do mundo)
absurdo de contradições, extradições e contraposições
que se avolumam em somas espantosas
multiplicadas em séries luminosas
nos computadores eletrônicos
e calculadoras portáteis !!!
gente que vai
gente que entra
gente que sai !
Na rua do dia a dia
porta da madrugada
beco sem luz, sem água,
alguém tropeça - cai.
Um outro acode e ordena
"Homem - levanta e segue"!
- a esperança ainda é criança
se chove hoje
talvez amanhã
brilhe o sol!
Dentre tantos senões
continua o carnaval
da folia em vendaval
no desfile absurdo
absoluto e obsoleto...
"e gente que grita
PAZ e AMOR
enquanto persiste na guerra de vÃcios;
e gente que corre
pra salvar uma vida
na violência e estupidez da máquina;
e gente que lava
as mãos e a face
mas se o lixo está na consciência?!
gente que ajuda irmãos desolados
e por outro lado até os parentes;
gente que se parece
qual fantoche
e na verdade é como serpente
gente que mente
pra num segundo a mentira ser
a forma da exaltação própria.
Dentre o ralentando
falsos pregoeiros
da paz - amor
da PAZ, do AMOR, do BEM
(desse bem que ninguém mais tem
pra entregar pra outro alguém
no mundo absurdo
absoluto e obsoleto
que poe detrás dos camarins,
trapaceiros vilões
negociam pregões
por poucos tostões !
Extra - extra - extra
no labirinto das mentiras
a falsa paz reside
sobre o mundo suplicante da verdade inédita.
Porém
onde está a verdade?
qual é o seu número?
qual é a sua cor?
grau - valor - identidade?
e...
que é da pureza?
que é do amor?
que é da ave?
que é da beleza?
que é da flor?
e...
que é da infância?
que é do amigo?
que é da alegria?
que é da lágrima do palhaço?
fantasiado de euforia?
e...
que é do branco virgem?
que é do azul do céu?
que é do encanto?
que é do encontro?
que é da manhã?
que é do rouxinol?
e...
que é do jardim?
que é da quimera?
que e do lÃrio?
que é do bosque?
que é do bosque?
que é do sonho?
de PAZ?
(tanto peixe no mar e gaivotas sobre as ondas...
pescador sem nome via, o sereno lento desce,
a paixão cresce na madrugada nua,
sob a lua
de prata!)
As lágrimas pingam
da máscara que ri, nostálgica,
entre confetes, coloridas serpentinas,
gritos rebeldes de euforia
no mundo absurdo
absoluto e obsoleto.
Tanta saudade
no horizonte da velhice
de mãos dadas assiste
a magia do crepúsculo...
...................................
quantas verdade em
paisagens, cenas breves,
em mesmo instante surpreende-nos
o "Know-how" da comunicação modernista...
(um pandorga é o ensaio curto, inobjetivo
e massacrado de uma criança que já não pode
suster o peso do mundo)
absurdo de contradições, extradições e contraposições
que se avolumam em somas espantosas
multiplicadas em séries luminosas
nos computadores eletrônicos
e calculadoras portáteis !!!
![]() |
| Fonte: tumblr |
infinito
morte
mundo absurdo
MORTE EM DÓ MAIOR A 100 Km/h (ABsurdo n. 6)
13:20:00Rosemary Muniz Moreira
o velho na esquina
olha as estrelas
no céu
e sorri...
com força
aperta a bengala
lento muito lento segue
a travessia da rua...
A noite é bela e fresca
a vida é como festa
ao clarão da lua.
-"Cuidado o carro"!
É o grito que rola e tomba
já tarde sobre o asfalto...
a bengala partida
óculos
a vida dele dividida
em mil retalhos desiguais
sangue em poça
policiais
sirenes
vozes
ruÃdos
gritos
lamentações breves
dentre o absurdo fantasmagórico da morte
no rosto dele sereno a boca emudece
e fica a paz de um sorriso
enquanto
a luz das estrelas
repitam
sobre os olhos
que abertos ainda
fixam com brilho
o infinito...
.........................................
olha as estrelas
no céu
e sorri...
com força
aperta a bengala
lento muito lento segue
a travessia da rua...
A noite é bela e fresca
a vida é como festa
ao clarão da lua.
-"Cuidado o carro"!
É o grito que rola e tomba
já tarde sobre o asfalto...
a bengala partida
óculos
a vida dele dividida
em mil retalhos desiguais
sangue em poça
policiais
sirenes
vozes
ruÃdos
gritos
lamentações breves
dentre o absurdo fantasmagórico da morte
no rosto dele sereno a boca emudece
e fica a paz de um sorriso
enquanto
a luz das estrelas
repitam
sobre os olhos
que abertos ainda
fixam com brilho
o infinito...
.........................................

A Shogun Editora e Arte, do Rio de Janeiro, publicou em 1986, mais uma de suas coletâneas: a Nova Poesia Brasileira - reunindo escritos de diversos poetas atuantes na época.
Conforme explanado pelo editores, não se tratava de um concurso, mas sim de uma seleção prévia em busca de qualidade literária e conteudÃstica.
Como dito acima, Rosemary Muniz moreira participou da edição de 1986, com o poema Incógnita (Prelúdio Para um Sonho de Paz).
Apresentação da Antologia, pelos editores:
Imagem da poesia publicada:
ROSEMARY MUNIZ MOREIRA FABRIN
FLORIANÓPOLIS - SC
INCÓGNITA
(Prelúdio Para um Sonho de Paz)
Amanhã.
Haverá de ser dia melhor,
bem melhor que hoje
amanhã;
haverá de brilhar o sol
que hoje não houve;
amanhã
haverão todos que amar
ninguém mais odiar
amanhã.
Haverá a paz esperada
de hoje rejeitada...
amanhã!
...haverá dia melhor
se os canhões de guerra calarem
se das guerras todos cansarem
se os homens se compreenderem
se da noite então despertarem
se mais sábios
se pelo bem
se de amor
se na luz
se prostrarem,
amanhã
haverá de ser dia melhor.
Isto seria possÃvel
...............................................
amanhã
(se os homens não mais lutassem
se tanto sangue não mais corresse
se lágrima e dor nem mais houvessem
se heroicos soldados não mais morressem
se todas as guerras enfim cessassem)
amanhã
haverá de ser dia melhor,
sem dúvidas nos olhos dos meninos
sobre o que será...
amanhã (!?)






